terça-feira, 22 de novembro de 2011

CRISE NA ENFERMAGEM BRASILEIRA

 

Leia a notícia e assista ao vídeo e logo após farei meu comentário.

Conselho regional de enfermagem vai ao hospital onde bebê morreu após erro 

Kauê Abreu dos Santos, de 13 dias, recebia medicação pela veia e alimentação por uma sonda no nariz. Mas no domingo à noite uma auxiliar de enfermagem injetou leite na veia do bebê. A Secretaria Municipal de Saúde demitiu a funcionária e a Polícia Civil investiga o caso.
 
 

     Nestes últimos meses vários casos de erro de enfermagem tem sido noticiados pela mídia, e isto é algo que merece destaque. A primeira reportagem acima mostra o erro de uma enfermeira que injetou leite na veia de um bebê de 13 dias, levando-o a morte no estado de São Paulo. Outro caso que merece comentário aconteceu no R.J quando uma enfermeira decepou o dedo de um bebê com uma tesoura enquanto tentava arrancar um curativo com a tesoura. Em outro caso em São Paulo, uma enfermeira injetou vaselina ao invés de soro em uma menina que também morreu. São casos assim que tem levado muito temor a população.
     Há também casos de imprudências cometidas por infermeiros que fazem o tratamento de pacientes sem a proteção necessária, o que pode ser perigoso para ambos. Há casos também onde o enfermeiro não tem a experiência necessária para fazer um procedimento e acaba causando sérios transtornos aos pacientes. Em um outro caso, por "preguiça" de ler o que estava escrito no frasco, uma enfermeira do Ceará injetou glicerina na veia de uma mulher de 80 anos e a levou a morte, bastava apenas ela ler o que estava escrito no frasco para saber que aquilo não era soro e sim glicerina.
     Porque estas coisas tem acontecido? Porque tantos erros? A resposta pode ser achada analisando as seguintes situações. A área da saúde é uma área que se renova a cada dia, muitas vagas surgem ao longo do ano e isso atrai muita gente que procura emprego. Com isso se multiplicam os números de cursos de enfermagem por esse "Brasil de meu Deus". O que acontece é que a grande maioria destes cursos não possui o mínimo de qualificação para formar bons enfermeiros. São cursos onde o lucro dos donos e não a qualidade do curso vem em primeiro lugar. com isso os enfermeiros formados por estes cursos não possuem a mínima capacidade de trabalhar de forma eficaz. Aqui no R.J eu soube que em um curso de enfermagem de esquina desses que citei a aula praticamente não acontece. Os alunos recebem uma apostila, o professor chega na sala, diz a páginas que devem ser estudadas e sai. No final do módulo é dada uma prova e pronto, temos um enfermeiro.
     Um outro motivo, é a longa jornada de trabalho que um enfermeiro pode ter. Eu sou professor de informática e tive uma aluna que era enfermeira que trabalhava 36 horas e folgava 12. Eu fiquei pasmo de em saber disso. Como uma pessoa com essa carga horária de trabalho vai oferecer um bom serviço? É praticamente impossível! E são casos assim que se multiplicam por esse Brasil que geram estes absurdos no ramo da enfermagem.
     Um outro fator que eu não poderia deixar de citar é a situação que se encontra a saúde neste país. É quase impossível um profissional de enfermagem trabalhar decentemente em um hospital público onde falta quase tudo. O enfermeiro pode até ser bom, mas, se ele não tiver as mínimas condições de trabalho não poderá oferecer um bom serviço ao público. 
     Não quero marginalizar os enfermeiros, longe de mim, quero chamar atenção porque isto é um sinal claro  que a classe precisa de ajuda e urgente. O governo precisa tomar uma posição séria a respeito disto porque a população precisa dos enfermeiros, e estes precisam de todo o apoio do governo para cuidar bem da população. Desejo a todos os enfermeiros muita força para a difícil batalha, que Deus possa abençoá-los.
BOCA NO TROMBONE



 

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